Escrevendo especialmente hoje para falar das minhas 25 primaveras que se completaram no último dia 30 de março, quero agradecer a todos que de alguma maneira estiveram presentes e contribuíram para a história da minha vida. Quero também me desculpar por qualquer coisa que eu tenha feito e que não tenha sido muito positiva, mas é como dizem os grandes poetas errar faz parte da vida e do processo de amadurecimento.
Dizer que está tudo como eu gostaria é mentira, bem da verdade é que tem muita coisa me desagradando no momento, mas também não posso reclamar muito, tenho mesmo é que agradecer ao Papai do céu pelas coisas que acontecem todos os dias. Por ter uma família linda, alguns amigos importantes, e muita mais muita história para contar. Digamos que minha vida mais parece uma novela mexicana com muita choradeira e momentos de intensidade, mais tenho fé e esperança que assim como nos folhetins latinos eu tenha em breve boas coisas a contar.
Quero que os meus 25 anos tenham gosto de chocolate, do tempero da minha mãe e dos bolos que só minha Avó fazia. Quero estar revigorada que nem mergulhar no mar do Rio de Janeiro, secar no sol, descansar na sombra. Que nem garrafa de fanta laranja sendo aberta e refrescante igual a suco de tamarindo bem gelado e docinho. Quero som de criança gargalhando, de ginásio lotado e de chuva fina na janela.
Aquele barulhinho de teclado digitado rapidamente, de chaveiro balançando quando alguém chega em casa. Quero cheiro de bolo no forno, de nuca de namorado, de cama cheirando a lençol limpo, óleo seve e papel recém-impresso.
Momentos simples, como subir no elevador sem ninguém, encontrar aquele sapato que estava procurando há séculos pela metade do preço, comer uma caixa de chocolates sozinha sem culpa. chupar picolé de cajá, fazer bola de chiclete, voar mesmo que seja em pensamento e levantar os braços na montanha russa.
Quero sensações fugazes como decolagem de avião, arrebatador como lágrima de alegria, redentora como um pedido de perdão sincero. Quero ter surpresas como ganhar flores sem motivo, encontrar dinheiro no bolso, receber carta de quem nunca me escreveu (pode até ser por e-mail), não estragar as unhas depois de fazê-las, dormir de cabelo molhado e acordar sem parecer a Maria Bethânia, Acolhedores abraços de mãe, mãos dadas pela rua, ir no cinema de casalzinho, carona em guarda-chuva. Quero firmeza como a mão do meu amor apertando minha cintura e bem menos complicado do que o que sinto agora.
De nada adianta os livros que li, o quanto amadureci antes do tempo, todos os perrengues que passei, não adianta o que algumas pessoas já falaram de mim, que sou forte, que agüento tudo, que seguro qualquer coisa. As frases prontas estalam na cabeça: você não precisa de ninguém para ser feliz, você tem que se bastar, você não pode depender de ninguém. Quem falou tudo isso não estava no meu lugar.
Experimente um corte na alma. Uma dor qualquer uma perda por exemplo. Você consegue saber quando a cicatriz fecha de vez? Prefiro mil cortes no braço a uma dor na alma. Não vejo o quanto ela sangra, acho que já estou curada e de repente, sem eu saber por que, a dor volta e sangra tudo novamente. O tempo cura tudo? Os cortes no meu braço, sim, na minha alma, desconfio que não. Ou pelo menos esse tempo é bem maior do que eu pensava. E o tempo também me engana, pois o vejo passar e não vejo minha alma sarar. O problema está em mim ou no tempo? Ou no corte que tenho? Se souber o nome do remédio pra isso, me conte. Tempo eu já sei que não é.
Quero que nos próximos 25 anos eu tenha mais vocabulário, menos choro de tristeza e carência, menos dores, menos sofrimentos, muitas promessas e sonhos que se realizaram. Quero alguém que tenha um corpo onde eu possa me sentir em casa. E quero que esse alguém se sinta em casa em mim também. Quero tudo, mas só um pouco. Quero menos trocadilhos. Porque eu sou ainda aquela menina que aos 15 sonhou com casamento, filhos e crê que ainda vai se realizar como mulher e mãe. E finalmente, quero escrever textos que terminem bem.
(menina mulher com 1/4 de século de vida)
Dizer que está tudo como eu gostaria é mentira, bem da verdade é que tem muita coisa me desagradando no momento, mas também não posso reclamar muito, tenho mesmo é que agradecer ao Papai do céu pelas coisas que acontecem todos os dias. Por ter uma família linda, alguns amigos importantes, e muita mais muita história para contar. Digamos que minha vida mais parece uma novela mexicana com muita choradeira e momentos de intensidade, mais tenho fé e esperança que assim como nos folhetins latinos eu tenha em breve boas coisas a contar.
Quero que os meus 25 anos tenham gosto de chocolate, do tempero da minha mãe e dos bolos que só minha Avó fazia. Quero estar revigorada que nem mergulhar no mar do Rio de Janeiro, secar no sol, descansar na sombra. Que nem garrafa de fanta laranja sendo aberta e refrescante igual a suco de tamarindo bem gelado e docinho. Quero som de criança gargalhando, de ginásio lotado e de chuva fina na janela.
Aquele barulhinho de teclado digitado rapidamente, de chaveiro balançando quando alguém chega em casa. Quero cheiro de bolo no forno, de nuca de namorado, de cama cheirando a lençol limpo, óleo seve e papel recém-impresso.
Momentos simples, como subir no elevador sem ninguém, encontrar aquele sapato que estava procurando há séculos pela metade do preço, comer uma caixa de chocolates sozinha sem culpa. chupar picolé de cajá, fazer bola de chiclete, voar mesmo que seja em pensamento e levantar os braços na montanha russa.
Quero sensações fugazes como decolagem de avião, arrebatador como lágrima de alegria, redentora como um pedido de perdão sincero. Quero ter surpresas como ganhar flores sem motivo, encontrar dinheiro no bolso, receber carta de quem nunca me escreveu (pode até ser por e-mail), não estragar as unhas depois de fazê-las, dormir de cabelo molhado e acordar sem parecer a Maria Bethânia, Acolhedores abraços de mãe, mãos dadas pela rua, ir no cinema de casalzinho, carona em guarda-chuva. Quero firmeza como a mão do meu amor apertando minha cintura e bem menos complicado do que o que sinto agora.
De nada adianta os livros que li, o quanto amadureci antes do tempo, todos os perrengues que passei, não adianta o que algumas pessoas já falaram de mim, que sou forte, que agüento tudo, que seguro qualquer coisa. As frases prontas estalam na cabeça: você não precisa de ninguém para ser feliz, você tem que se bastar, você não pode depender de ninguém. Quem falou tudo isso não estava no meu lugar.
Experimente um corte na alma. Uma dor qualquer uma perda por exemplo. Você consegue saber quando a cicatriz fecha de vez? Prefiro mil cortes no braço a uma dor na alma. Não vejo o quanto ela sangra, acho que já estou curada e de repente, sem eu saber por que, a dor volta e sangra tudo novamente. O tempo cura tudo? Os cortes no meu braço, sim, na minha alma, desconfio que não. Ou pelo menos esse tempo é bem maior do que eu pensava. E o tempo também me engana, pois o vejo passar e não vejo minha alma sarar. O problema está em mim ou no tempo? Ou no corte que tenho? Se souber o nome do remédio pra isso, me conte. Tempo eu já sei que não é.
Quero que nos próximos 25 anos eu tenha mais vocabulário, menos choro de tristeza e carência, menos dores, menos sofrimentos, muitas promessas e sonhos que se realizaram. Quero alguém que tenha um corpo onde eu possa me sentir em casa. E quero que esse alguém se sinta em casa em mim também. Quero tudo, mas só um pouco. Quero menos trocadilhos. Porque eu sou ainda aquela menina que aos 15 sonhou com casamento, filhos e crê que ainda vai se realizar como mulher e mãe. E finalmente, quero escrever textos que terminem bem.
(menina mulher com 1/4 de século de vida)